A gestão dos Riscos Psicossociais na NR-1 se consolidou como uma das principais mudanças na área de segurança e saúde no trabalho no Brasil. A partir de 26 de maio de 2026, conforme atualização da NR-1 do Ministério do Trabalho e Emprego, esses fatores passam a integrar formalmente o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), exigindo das empresas diagnóstico estruturado e ações preventivas contínuas.
Nesse cenário, o psicólogo organizacional Felipe Maronesi, fundador do Método Believe, atua com uma abordagem prática voltada à implementação real da NR-1 dentro das empresas, conectando gestão de pessoas, saúde mental e conformidade legal.
O que são os Riscos Psicossociais na NR-1?
Os Riscos Psicossociais na NR-1 são fatores ligados à organização do trabalho que impactam diretamente a saúde mental dos trabalhadores. Eles incluem situações como sobrecarga de tarefas, pressão excessiva por metas, falhas de liderança, conflitos internos e baixa autonomia.
Com a atualização da norma, esses fatores passam a ser reconhecidos como riscos ocupacionais formais dentro do PGR, exigindo identificação, avaliação e controle.
Dados do Ministério da Previdência Social mostram crescimento consistente de afastamentos por transtornos mentais no Brasil, especialmente ansiedade, depressão e burnout, reforçando a necessidade de gestão estruturada desses riscos.
Por que os Riscos Psicossociais na NR-1 são prioridade?
A relevância dos Riscos Psicossociais na NR-1 não está apenas na conformidade legal, mas no impacto direto sobre a performance organizacional.
Ambientes com falhas nessa gestão apresentam aumento de absenteísmo, queda de produtividade, maior rotatividade e crescimento de afastamentos médicos. Segundo dados globais de produtividade, perdas relacionadas à saúde mental ultrapassam US$ 1 trilhão por ano.
No contexto brasileiro, empresas com ambientes organizacionais desestruturados podem perder até 30% de produtividade, o que transforma o tema em pauta estratégica de negócio.
Como identificar os Riscos Psicossociais na NR-1?
A identificação dos riscos psicossociais exige método estruturado. No Método Believe, aplicado por Felipe Maronesi, esse processo é baseado em três eixos: dados, comportamento e percepção.
Análise de indicadores internos
A primeira etapa envolve dados objetivos como absenteísmo, presenteísmo, rotatividade e afastamentos médicos. O aumento desses indicadores costuma ser um dos primeiros sinais de desequilíbrio organizacional.
O Ministério da Previdência Social aponta crescimento contínuo de afastamentos por transtornos mentais nos últimos anos, reforçando a importância do monitoramento constante.
Observação do ambiente de trabalho
A observação direta permite identificar elementos que não aparecem nos indicadores, como excesso de cobrança, falhas de comunicação, problemas de liderança e ritmo de trabalho incompatível com a capacidade da equipe.
Essa etapa é essencial para compreender o contexto real da operação.
Escuta estruturada dos colaboradores
Pesquisas internas e entrevistas ajudam a identificar percepção de segurança psicológica, clareza de função e qualidade da liderança. O foco não é apenas coletar respostas, mas interpretar padrões consistentes.
Ferramentas de avaliação dos Riscos Psicossociais na NR-1
A NR-1 não define uma ferramenta obrigatória, mas exige consistência metodológica na avaliação.
Entre as mais utilizadas está o COPSOQ (Copenhagen Psychosocial Questionnaire), que avalia demandas de trabalho, suporte social e organização. Outra ferramenta relevante é o Maslach Burnout Inventory (MBI), focado na identificação de burnout.
No contexto brasileiro, o PROART é amplamente utilizado por sua abordagem baseada na relação entre trabalho prescrito e trabalho real.
A escolha da ferramenta deve estar alinhada à realidade da empresa e à capacidade de análise contínua.
Análise e classificação dos riscos
Após a coleta de dados, o próximo passo é transformar informação em decisão.
O Método Believe, desenvolvido por Felipe Maronesi, utiliza uma classificação prática baseada em três níveis: risco alto, médio e baixo, considerando impacto e probabilidade.
Essa estrutura também atende à exigência da NR-1, que determina que as empresas documentem claramente os critérios de avaliação dentro do PGR, garantindo rastreabilidade das decisões.
Plano de ação para Riscos Psicossociais na NR-1
A NR-1 exige que a identificação de riscos seja acompanhada por ações concretas de controle e prevenção.
Na prática, o plano de ação deve envolver três frentes principais.
A primeira é a reorganização do trabalho, com revisão de metas, cargas e prazos. A segunda é o desenvolvimento de lideranças, já que a qualidade da gestão é um dos principais fatores associados ao risco psicossocial.
A terceira é a criação de canais de escuta e suporte, permitindo que os colaboradores relatem problemas de forma segura e estruturada.
O Método Believe atua justamente na construção desses fluxos dentro das empresas, transformando a gestão de riscos em um processo contínuo.

Cultura organizacional e impacto nos riscos psicossociais
Mais de 60% dos riscos psicossociais estão relacionados à forma como o trabalho é gerido. Isso significa que o problema raramente está no indivíduo, mas na estrutura organizacional.
Empresas que não atuam sobre cultura tendem a reagir apenas quando os problemas já se tornaram afastamentos ou perda de talentos.
A Organização Internacional do Trabalho reforça que a saúde mental no trabalho é um dos principais desafios de produtividade global, o que reforça a necessidade de gestão estruturada.
Monitoramento contínuo do PGR
A NR-1 exige que o PGR seja revisado periodicamente e atualizado sempre que houver mudanças relevantes no ambiente de trabalho.
O monitoramento deve acompanhar indicadores como absenteísmo, clima organizacional, estabilidade de equipes e afastamentos por transtornos mentais.
Sem acompanhamento contínuo, a gestão de riscos perde efetividade prática e deixa de atender à função preventiva da norma.
Os Riscos Psicossociais na NR-1 representam uma mudança estrutural na forma como as empresas lidam com saúde mental no trabalho. Mais do que uma obrigação legal, são parte da estratégia de sustentabilidade e produtividade organizacional.
O psicólogo Felipe Maronesi, por meio do Método Believe, atua na implementação prática dessa estrutura dentro das empresas, conectando NR-1, gestão de pessoas e saúde mental de forma aplicada.
Para aprofundar a abordagem, acesse também https://metodobelieve.com.br/sobre e entenda como estruturar a gestão de Riscos Psicossociais na NR-1 de forma contínua, prática e alinhada à realidade organizacional.





